"Como a maioria dos outros, eu procurava alguma coisa, vivia em movimento, nunca estava satisfeito (..) Compartilhava uma espécie difusa de otimismo que dizia que alguns de nós estavam realmente progredindo e que os melhores dentre nós inevitavelmente chegariam ao topo. Ao mesmo tempo, nutria suspeitas melancólicas de que a vida que levávamos era uma causa perdida, que não passávamos de atores, enganando a nós mesmos numa odisseia sem sentido. Era a tensão entre esses dois polos - um idealismo incansável e uma sensação de catástrofe iminetente - que me dava forças para seguir adiante." Hunter Thompson, em Rum: Diário de um Jornalista Bêbado
Este trecho do livro de Thompson resume, de forma objetiva, o que me levou a estudar por anos para estar hoje nas cadeiras que me empurram à uma profissão mal remunerada, com excesso de trabalho e rodeada de falso glamour. Mas que eu amo e a qual acredito que seja o meu destino.
E também, claro, a vontade de mudar o mundo.
Todo jornalista quer mudar o mundo. Fato!
Pobres coitados!!


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